s grupos de percussão são verdadeiros guardiões do património musical. Lideram a marcha com instrumentos de percussão tradicionais, onde cada batida ecoa entre as paredes das ruas e presta uma homenagem às raízes culturais. É impossível ficar indiferente a tamanha força. A arruada transcende a mera performance musical. É uma experiência que envolve a atenção de toda a comunidade, dos miúdos aos graúdos, que, atraídos pelo poder do som, se juntam à marcha, dançando ao ritmo dos tambores e das caixas, formando uma teia humana que demonstra bem os laços comunitários da identidade minhota.
Esta arruada é mais do que um espetáculo, é um momento de comunhão de grupos que testemunha a vibrante vitalidade cultural local. É a celebração da união, da tradição e da alegria que se manifesta em cada batida dos tambores, contagiando todos os que têm a sorte de fazer parte desta experiência sonora.
Com direção artística pelo percussionista e professor bracarense Rui Rodrigues, esta arruada megalómana junta vários grupos locais.
Sobre o Clube Raiz
O património musical de Braga e do Minho é o ponto de partida para o Clube Raiz. O programa pretende criar um ecossistema para a celebração e promoção da música tradicional existente na cidade e na região.
Este clube constrói-se em torno da música, apresentando concertos únicos em que se cruzam grupos locais com artistas nacionais de referência, ou ocupando o espaço público com arruadas por grupos de percussão bracarenses. O ato de partilhar assume também um papel central, com oficinas e um cruzamento com a gastronomia.
Clube Raiz privilegia o encontro, constrói pontes e facilita um diálogo inspirador e enriquecedor entre as diferentes facetas de uma identidade cultural única. Há também espaço para o pensamento, com conversas e uma revista colecionável.
Curadoria: Ilídio Marques